26.03.2026 - 15:22h
Formação para profissionais da Educação de BC aborda relações étnico-raciais
Nesta quinta-feira (26), a Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Educação, está promovendo uma formação continuada com o tema: Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e da História e Cultura Indígena. O encontro acontece no campus Balneário Camboriú da Univali.
Na parte da manhã, professores de Arte, Inovação e Tecnologia, Leitura, orientadores e supervisores dos anos iniciais do ensino fundamental participaram do curso. Já durante a tarde é a vez dos profissionais que atuam nas bibliotecas, professores de Música, orientadores e supervisores dos anos finais do ensino fundamental. Ao todo, 150 profissionais compõem o público-alvo.
A formação é conduzida pela bibliotecária e doutora em Educação, Maria Zanela, e tem o objetivo principal de fortalecer práticas educativas comprometidas com a equidade, a inclusão e o enfrentamento ao racismo no contexto escolar.
“A importância vem no sentido de fortalecer processos de ensino-aprendizagem antirracistas, para que profissionais da educação consigam traçar estratégias no chão da escola que permitam fomentar as práticas antirracistas com base nas diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais. Trabalhar a ERER é primordial, essencial e precisa ser um processo constante”, diz a formadora.
A formação busca levar à compreensão dos marcos legais que sustentam a temática — como as diretrizes curriculares nacionais e a Resolução do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina (CEE/SC) nº 004/2022 —, à análise de suas implicações no cotidiano escolar e ao reconhecimento do papel da escola no enfrentamento ao racismo estrutural.
Além disso, incentiva o planejamento de ações curriculares interdisciplinares e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas que valorizem as identidades, memórias e saberes da população negra e dos povos indígenas.
No Brasil, a Lei n.º 11.645, de 10 de março de 2008, torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. O conteúdo programático deve incluir aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
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Texto: Beatriz Nunes
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